Júlio ficou
ali parado, paralisado, aquele corpo no chão, todo aquele sangue na parede e
próximo ao seus pés, ele deve ter ficado ali por alguns minutos até recobrar a
consciência e falar:
-Ele... Ele
está... Ele está morto!?
-Se
acostume, se necessário você o fará na próxima vez!
Artur deixa
a sala e tranca Júlio na mesma, o deixando sozinho com aquela poça de sangue e
com a arma usada para aquele ato.
Júlio entra
em desespero sem saber o que fazer, começa a bater na porta com muita força, a
pequena janela na mesma se abre e seu pai fala:
-Seu treino
agora é fugir daí antes que eu volte, pois quando eu voltar o próximo tiro vai
ser em você!
Júlio se
desespera ainda mais, mas se ele estava ali com aquela arma ele deveria usa-la
para escapar, Júlio estava limitado, a sala estava vazia, tinha apenas o corpo,
sangue e um revolver com duas balas, cujo uma ele gastou tentando atirar na
fechadura pois havia se esquecido que a porta era trancada por fora.
Júlio passa
duas horas sentado vendo aquele corpo, como se a qualquer momento ele fosse se
levantar, mas não iria acontecer sabia o jovem. Finalmente teve uma ideia,
deitou próximo ao sangue, com muita relutância, mas tinha que fugir, pegou o
revolver e usou a arma para atirar para cima, pois ele acreditava que era o
sinal que Artur esperava receber para finalmente entrar e chegar se ele teria
conseguido, mas aquele não era um sinal para Artur, quem entrou na sala foi um
dos guardas que na hora que foi checar se ele realmente havia se matado foi
surpreendido por uma rasteira e por um golpe em sua cabeça.
Júlio ao
sair da sala escuta som de palmas, era Artur, parabenizando o jovem por ter
saído da sala:
- Muito bom
Júlio...
- Você
queria me matar seu louco!?
- Olha como
fala com seu pai, garoto insolente!
- Por quê? O
que te fez ter certeza que eu não me mataria?
- Porque
você é um Statera! Nossa família não
desiste fácil!
- Mas que
treino foi esse por acaso??
- Esse
treino era para ver como você reagiria sobre pressão, todos os guardas passam
por ele... Bom, nem todos saem vivo...
- Tá me
dizendo que vocês executam prisioneiros para causar pressão nos soldados!?!?
- Não
prisioneiros meu filho, eles são Clones metamorfos.
- Clones
metamorfos? Que é isso!?
- Clone
metamorfo é um clone do DNA de um metamorfo que é feito no laboratório
principal aqui no prédio, primeiro tivemos que achar um metamorfo, mas só
encontrávamos mortos, tiramos do morto mesmo, afinal metamorfos são muito
difíceis de encontrar e depois do grande massacre dos lobisomens poucos
sobraram. É uma espécie que consegue assumir qualquer forma que consiga manter
uma forma humanoide, ele pode tomar sua forma apenas te tocando, assim como os
lobisomens eles tem um fraco por prata, sua regeneração é bem parecida com os
dos lobisomens.
- Mas Pai
porque mata-los? Porque não usa-los como soldados?
- Ok...
- Não se
apegue... Nesse mundo pessoas próximas tendem a morrer. Pessoas que você ama,
pessoas que você não quer que se machuquem, essas são as primeiras a se
machucar... O mais importante é nunca se apaixone... Encontre alguém para ter
um filho, mas não se apaixone, apenas proteja seu herdeiro... Descanse, amanhã
treinaremos mais...
E assim se seguiu
todos os dias seguintes por um mês, treino após treino, desafio após desafio,
Júlio se mostrava cada dia mais hábil para o titulo de detentor da paz. Artur
cada dia que passava mostrava para seu filho um instinto assassino que Júlio
nunca acreditara existir em seu pai, um instinto que ele teme provavelmente
existir dentro dele.
Cap 3 parte 2 Cap 3 parte 4
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